quarta-feira, 21 de novembro de 2012

.


 A natação é tão antiga quanto o homem, pois desde o início dos tempos, era necessário nadar para se locomover e se alimentar, atravessar rios, lagos e mares em busca de abrigo e alimentos.
    A natação só começou a ser organizada no século XVII, no Japão, onde o Imperador determinou que ela fosse ensinada e praticada nas escolas, mas como o Japão era um país fechado, isso não se disseminou para o resto do mundo.
    Foi na Inglaterra, em 1837, que a natação foi organizada como competição pela primeira vez, quando foi fundada a Sociedade Britânica de Natação. No início, o estilo adotado pelos atletas era o nado peito. Na década de 1870, J. Arthur Trudgeon, um instrutor inglês de natação, viajou para a América do Sul e observou um estilo alternativo de se nadar. Ele levou o novo estilo para a Inglaterra, onde era chamado nado “trudgeon”, hoje, conhecido como nado crawl com pernada de tesoura.

    A natação é um dos esportes nobres das Olimpíadas ao lado do atletismo. Sempre foi um esporte olímpico, desde a primeira disputa em Atenas, 1896. Naquele ano, apenas os estilos livre (crawl) e peito foram disputados. O nado costas foi incluído nos Jogos de 1904, já o borboleta, surgiu como evolução do nado peito, na década de 1940.
No Brasil
    A história da natação brasileira inicia em 1908, quando aconteceram em Montevidéu, as primeiras provas internacionais na América do Sul. Graças ao famoso Abraão Saliture, o Brasil conquistou as primeiras vitórias internacionais, vencendo as provas de 100m e 500m livre. Em 1912, a natação foi regulamentada pela Federação Brasileira das Sociedades de Remo.
    No início do século, as provas de natação eram realizadas em rios. O Tietê foi local de célebres competições. As travessias realizadas nesse rio eram bastante populares. Em 1923, a Associação Atlética São Paulo, uma das entidades fundadoras da Federação Paulista de Natação – FPN – inaugurou a primeira piscina para competições no Estado.
    Em 1920, na Antuérpia, o Brasil fez sua estréia em Jogos Olímpicos.
    A modalidade crescia e o reflexo era a maior presença de paulistas nas seleções brasileiras. Nas Olimpíadas de 1936, em Berlim, Maria Lenk foi semifinalista nos 200m costas, enquanto João Havelange, então atleta do Espéria, nadou os 400m e os 1500m. Ao longo dos anos a natação brasileira progrediu muito, o interesse do público e as performances atingidas pelos nadadores contribuiu demais para essa ascensão.
    Em 1948, a natação masculina do Brasil, pela primeira vez, chegou a uma final olímpica. Nos jogos de Londres, Willy Otto Jordan, do E.C. Pinheiros, foi o sexto colocado nos 200m peito.
    Depois dessas conquistas, o Brasil só voltou a se destacar na década de 1980, com a medalha de bronze no revezamento 4x200m livre nos Jogos Olímpicos de Moscou e, principalmente, em 1982, quando o paulista Ricardo Prado tornou-se o único brasileiro, até hoje, a vencer um campeonato mundial em piscina longa, em Guaiaquil no Equador, com direito ao recorde mundial dos 400m medley.
    A antiga CBN – Confederação Brasileira de Natação – se transformou em Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos – CBDA – em 1988 com a entrada do atual presidente Coaracy Nunes Filho, que entendeu que o nome da entidade deveria refletir todas as modalidades por ela representadas – natação, nado sincronizado, pólo aquático, saltos ornamentais e maratonas aquáticas.
    Em 1988, 3 mil atletas constavam nos cadastros da CBDA. Hoje, a Confederação tem mais de 65 mil atletas cadastrados, 3 mil clubes e 27 Federações Estaduais e um calendário com centenas de eventos nacionais e dezenas de competições internacionais por ano.
    Atualmente, o Brasil possui diversos atletas de nível internacional e o maior de todos é, sem dúvida, Gustavo Borges, dono de 4 medalhas olímpicas e, juntamente com Torben Grael, o atleta brasileiro mais premiado em Jogos Olímpicos. Além disso, a equipe de revezamento 4x100m livre foi duas vezes campeã mundial em piscinas de 25m e medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney, 2000.
    Mas nem só da natação em piscinas vive este esporte no Brasil, em 1958, Abílio Couto tornou-se o primeiro brasileiro a atravessar a nado o Canal da Mancha, tornando-se um dos primeiros mitos da natação brasileira. A travessia do Canal da Mancha representa a maior façanha em todo o mundo de um nadador de águas abertas.
    A fama de Abílio viria a crescer ainda mais no ano seguinte, em 1959, quando ele bateu o recorde mundial da travessia do Canal da Mancha – que liga a Inglaterra à França – com o tempo de 12h49min. Catorze dias após bater o recorde da travessia, Abílio disputou a etapa do Canal da Mancha válida pelo campeonato mundial de natação em águas abertas e venceu a prova que foi disputada por atletas profissionais (Abílio era amador).

Nenhum comentário:

Postar um comentário